quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

As coisas que eu tenho de ouvir.

Ontem fui a uma perfumaria para tentar encontrar um perfume para oferecer a uma tia que se lembrou de fazer anos agora nestes dias, o que é muito prático porque não há ninguém nas lojas nesta altura do ano. Tia essa que nem é minha, é do marido, mas nestas situações, já se sabe. Estava eu concentradíssima a olhar para caixas e frascos, à espera que um deles se chegasse à frente, porque com tanta escolha e no meio de tanto perfume para mulher e com todos à minha volta a fazer psshiiiit no papelito para poder sentir o aroma, eu já estava possuída porque já não tinha olfacto, e ainda nem tinha experimentado as minhas escolhas. Quando ao longe vejo uma vendedora que olhava para mim com ar de fera que procura uma presa tenrinha, ao que eu pensei, "ora, só me faltavas tu agora!". Então, lá veio ela para junto de mim, começa o discurso decorado durante a formação de vendas e no meio de tanta palavra inútil só fixei a parte do..."este perfume foi feito em laboratório com 3 flores que não existem na natureza." - disse ela toda contente e orgulhosa por ter aprendido bem a lição. A minha reacção: "Oi??? Então deixe-me lá ver se percebi bem a coisa, está a dizer-me que este perfume é 100% sintético, é isso? E que no meio de tanto químico, nem as essências e os óleos florais são naturais?"
 
Resposta da criatura: "bem, quer dizer, como é que vou explicar"
Eu: Não, não vale a pena, já percebi que de todos estes perfumes, este é sem dúvida o único que eu não vou levar, obrigada pela sua ajuda.
Agora fiquei com uma dúvida, será que os argumentos de venda que lhe foram inculcados eram mesmo aqueles, ou a criatura era tão lerda que confundiu aquilo que não devia dizer com aquilo que supostamente deveria fomentar as vendas? Pessoal de formação dos perfumes Lancôme em Portugal, vejam lá isso, mas há aí qualquer coisa mal que não está bem.
Isto tudo para dizer, não comprem este perfume, porque para além de 100% artificial, o aroma é mais ou menos aquele cheiro que emana da tia-avó que tem 150 anos mas que se esqueceu de morrer.
 

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